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6 de dezembro de 2012

São Nicolau, o verdadeiro Papai Noel


A Igreja celebra hoje o dia de São Nicolau, santo muito amado pelos cristãos e alvo de inúmeras lendas. Filho de pais ricos, com profunda vida de oração, Nicolau nasceu no ano 275 em Pátara, na Ásia Menor e tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde com amor evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição que os cristãos viviam.


São Nicolau é conhecido principalmente pelo seu amor para com os pobres, já que ao receber por herança uma grande quantia de dinheiro, livremente partilhou com os necessitados. Certa vez, Nicolau sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, aconselhou a prostituição, jogou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens. Daí que nos países do Norte da Europa, usando da fantasia, viram em Nicolau o velho de barbas brancas que levava presentes às crianças no mês de dezembro.

Sagrado Bispo de Mira, Nicolau conquistou a todos com sua caridade, zelo, espírito de oração e carisma de milagres. Historiadores relatam que ao ser preso, por causa da perseguição dos cristãos, Nicolau foi torturado e condenado a morte, mas felizmente se salvou em 313, pois foi publicado o edito de Milão que concedia a liberdade religiosa.

São Nicolau participou do Concilio de Nicéia, onde Jesus foi declarado consubstancial ao Pai, e entrou no Céu em 324 ao morrer em Mira com fama de santidade e de instrumento de Deus para que muitos milagres chegassem ao povo.  (Fonte)



A história de Papai Noel tem sua origem na figura deste santo que dedicou sua vida em favor dos mais necessitados, deixando como maior herança, a prática do amor e da caridade.

Ao longo dos anos, a imagem de São Nicolau foi se modificando até chegar a figura do Papai Noel que conhecemos hoje. De tão deturpado, esqueceu-se sua maravilhosa origem, pois o verdadeiro Papai Noel, diferentemente do que se imagina, não era gordinho nem usava roupa vermelha ou botas pretas, o bom velhinho das noites de Natal era alto, esbelto, vestia um tipo de batina branca e mitra, comuns aos bispos da época.  

É importante destacar que este bom velhinho não dividia as atenções com o verdadeiro sentido da celebração do Natal, que é o nascimento do Menino Jesus, ao contrário, ele mostrava, com suas ações, como devemos preparar nosso coração para bem viver este período tão importante para nós cristãos.


São Nicolau, rogai por nós!



27 de novembro de 2012

Santa Catarina Labouré



Celebramos neste dia o testemunho de vida cristã e mariana daquela que foi privilegiada com a aparição de Nossa Senhora, a qual deu origem ao título de Nossa Senhora das Graças ou da Medalha Milagrosa.

Santa Catarina de Labouré nasceu em Borgonha (França) a 2 de maio de 1806. Era a nona filha de uma família que, como tantas outras, sofria com as guerras napoleônicas.

Aos 9 anos de idade, com a morte da mãe, Catarina assumiu com empenho e maternidade a educação dos irmãos, até que ao findar desta sua missão, colocou-se a serviço do Bom Mestre, quando consagrou-se a Jesus na Congregação das Filhas da Caridade.

Aconteceu que, em 1830, sua vida se entrelaçou mais intimamente com os mistérios de Deus, pois a Virgem Maria começa a aparecer a Santa Catarina, a fim de enriquecer toda a Igreja e atingir o mundo com sua Imaculada Conceição, por isso descreveu Catarina:

"A Santíssima Virgem apareceu ao lado do altar, de pé, sobre um globo com o semblante de uma senhora de beleza indizível; de veste branca, manto azul, com as mãos elevadas até à cintura, sustentava um globo figurando o mundo encimado por uma cruzinha. A Senhora era toda rodeada de tal esplendor que era impossível fixá-la. O rosto radiante de claridade celestial conservava os olhos elevados ao céu, como para oferecer o globo a Deus. A Santíssima Virgem disse: Eis o símbolo das graças que derramo sobre todas as pessoas que mas pedem''.

Nossa Senhora apareceu por três vezes a Santa Catarina Labouré. Na terceira aparição, Nossa Senhora insiste nos mesmos pedidos e apresenta um modelo da medalha de Nossa Senhora das Graças. Ao final desta aparição, Nossa Senhora diz: "Minha filha, doravante não me tornarás a ver, mas hás-de ouvir a minha voz em tuas orações".

 
Somente no fim do ano de 1832, a medalha que Nossa Senhora viera pedir foi cunhada e espalhada aos milhões por todo o mundo.

Como disse Sua Santidade Pio XII, esta prodigiosa medalha "desde o primeiro momento, foi instrumento de tão numerosos favores, tanto espirituais como temporais, de tantas curas, proteções e sobretudo conversões, que a voz unânime do povo a chamou desde logo medalha milagrosa".

Esta devoção nascida a partir de uma Providência Divina e abertura de coração da simples Catarina, tornou-se escola de santidade para muitos, a começar pela própria Catarina que muito bem soube se relacionar com Jesus por meio da Imaculada Senhora das Graças.

Santa Catarina passou 46 anos de sua vida num convento, onde viveu o Evangelho, principalmente no tocante da humildade, pois ninguém sabia que ela tinha sido o canal desta aprovada devoção que antecedeu e ajudou na proclamação do Dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora em 1854.

Já como cozinheira e porteira, tratando dos velhinhos no hospício de Enghien, em Paris, Santa Catarina assumiu para si o viver no silêncio, no escondimento, na humildade. Enquanto viveu, foi desconhecida.

Catarina Labouré morre, na paz do Senhor, em 31 de dezembro de 1876: “Parto para o céu… ver Nosso Senhor, sua Mãe e São Vicente”.

Em 1933, por ocasião de sua beatificação, foi aberta sua sepultura, na Capela de Reuilly. O corpo de Catarina foi encontrado intacto e transferido para a Capela da rua do Bac, sendo instalado sob o altar da Virgem do Globo. Segundo alguns relatos até o azul de seus olhos mantinham o brilho como se estivessem ainda com vida. Foi beatificada em 1933 pelo Papa Pio XI e depois canonizada em 27 de julho de 1947 por Pio XII. (Fonte)


 

Santa Catarina Labouré, rogai por nós!






22 de novembro de 2012

Santa Cecília, rogai por nós!

Entre tantas descobertas, a catequese me fez despertar para um dom que nunca imaginei que pudesse ter, que é o dom de cantar. Apesar de amar música, sempre fui muito tímida e não me achava capaz de cantar, até que resolvi seguir os conselhos de meu esposo e de uma grande amiga, e descobri o prazer e a alegria de servir a Deus, também cantando. Hoje, dia do músico, visitando o blog Jacozinho do Senhor, conheci a história da padroeira dos músicos, Santa Cecília.
Fiquei tão encantada com a sua história de vida que trouxe para partilhar aqui no blog também.

Meu respeito, carinho e admiração a todos aqueles que fazem da música muito mais que uma arte, uma verdadeira expressão de amor a Deus.
Parabéns a todos os músicos!!!

“A alegria do Senhor é a nossa força.” (Ne 8,10)



Existe uma mártir da Igreja que nos deixou uma história fenomenal, é padroeira, protetora dos músicos. Cecília viveu nos primeiros séculos da Igreja, era de família nobre, que tinha muitas posses. Naquele tempo, a Igreja vivia o duro período da perseguição.

Para professar a fé, se encontrar com a Palavra e a Eucaristia muitos tinham que celebrar às escondidas. Muitas vezes, isso acontecia nas casas das famílias e Cecília tinha o prazer de emprestar sua casa para a celebração da Santa Missa.

Cantava maravilhosamente, fazendo com que todos sentissem a presença de Deus, também era instrumentista – tocava piano e harpa. E, por causa de sua beleza externa e também por causa de sua voz, o imperador quis possuí-la; então a convidou para ir até seu palácio e lhe fez esta proposta: "Venha morar comigo aqui no palácio e eu lhe darei tudo que você ainda não pôde experimentar. Quero ouvir sua música e ter você a meu lado". Ela respondeu que não poderia ir, porque estava noiva e amava Jesus de Nazaré. Então voltou para casa, mas começou a ser perseguida pelo imperador para que mudasse de ideia. Mas permaneceu fiel.

Passado algum tempo, ao chegar o dia das núpcias deles, quando partilharia com o esposo o amor que celebraram diante de Deus no leito nupcial, ela faz uma revelação a seu esposo, olhando em seus olhos: "O amor do Senhor me conquistou. Eu te amo também, mas preciso lhe pedir que me permita viver para Ele, mesmo estando a seu lado. Guardando a minha virgindade".

O marido, confuso, mas também tocado por suas palavras responde: "Eu acredito em você se um anjo vier e disser que você pertence a Deus". Então Cecília se ajoelhou e fez uma oração que seu esposo jamais esqueceu, pedindo a Deus este sinal. Aqui encontramos a espiritualidade do músico, pois a canção, na verdade, é extensão, consequência de toda intimidade que o músico tem com o Senhor. 

O anjo então entrou no quarto nupcial e se aproximando do esposo disse: “Ela pertence ao Senhor”. Naquela hora, o esposo consagrou-se também ao Senhor para viver unido a ela formando um casal, mas vivendo os dois castamente para o Senhor.

Mas o imperador não desistiu da jovem santa e depois de matar o esposo de Cecília, pediu-lhe que renunciasse a Deus. Ela negou e ficou presa uma semana, sem nenhum contato com ninguém, não podia nem cantar. Mas permaneceu firme e consciente do que queria, mesmo enfraquecida. Todo músico passa por situações dolorosas, quem não sofre não vive, quem não vive não cresce, quem não cresce não morre e quem não morre não ressuscita. 

Depois de ter sobrevivido a um incêndio, tiraram-lhe seu instrumento mais precioso – sua voz. O soldado cortou com uma faca a garganta de Cecília. É conhecimento médico que alguém sofrendo um corte nessa área morre em minutos. Mas, por um milagre, ela sobreviveu ainda por três dias.

Os cristãos que estavam por perto pediram que escrevesse um “testamento”. Cada músico precisa pensar em seu testamento. Nosso Senhor deixou seu testamento na cruz, por meio das 7 palavras. Qual herança você vai deixar? Cecília escrevia as últimas recomendações a seus criados e amigos. Uma delas era que sua casa fosse transformada em uma Igreja e, de fato, hoje a casa da padroeira dos músicos está no subsolo de uma basílica dedicada a ela. Antes de morrer, ela disse, por meio de gestos: “Morro por causa de meu Deus”.

Dê a Deus o seu melhor, como Cecília que não teve medo de dar até a própria vida. Nós precisamos de cristãos que tenha a coragem de dar a vida, há esperança para o nosso Brasil, há esperança para a Igreja. 

Não retenha nada para si, confie, dê ao Senhor o seu máximo. Porque Ele já lhe deu tudo, já fez tudo por você. Músico, não retenha nenhuma nota sequer, dê tudo ao Senhor. 

Não espere amanhã, não podemos aumentar um dia sequer na nossa existência. E se for a sua última chance? Renda-se diante do amor de Deus, renda-se diante do tudo que Deus lhe deu. Se você precisa de ajuda, eu também preciso, todos nós precisamos. Mas comece com humildade, uma coisa de cada vez.
Comece rendendo-se ao Senhor.



4 de outubro de 2012

São Francisco de Assis

Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos.

Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a "Senhora Pobreza". Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: "Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?". Ele respondeu que ao amo. "Porque, então, transformas o amo em criado?", replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: "Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas".

Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes.

A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria... Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida.

Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas.

O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.

São Francisco de Assis, rogai por nós!










18 de junho de 2012

Jogral de São João

Queridos, quero partilhar estes versinhos que criei
pra contar aos meus catequizandos a história de
São João. Também podemos apresentar em forma
de jogral, com a participação de toda a turma.

Que a paz de Jesus esteja com todos!


Nesta noite tão bonita
Tem fogueira e tem balão
Noite de muita alegria
E também muita emoção
Pois é dia de lembrar
Nosso querido São João

Foi há muito tempo atrás
Que o milagre aconteceu
Um casal já bem velhinho
Um menino concebeu
Tanto rezaram e pediram
Que o Senhor os atendeu

Este exemplo de casal
É Izabel e Zacarias
Ele era homem bom
Ela prima de Maria
E juntos tinham o dom
De espalhar a alegria

Foi um dia especial
Que um anjo apareceu
Zacarias duvidou
Quando o anjo lhe contou
Que o milagre que esperou
Finalmente aconteceu

A partir daquele dia
Zacarias ficou mudo
E só voltou a falar
Quando foram perguntar
Como é que o menino
Deveria se chamar

Conforme o anjo anunciou
Quando a criança chegou
Zacarias então falou
Para toda multidão
Que o nome do menino
Deveria ser João

João ainda seria
Motivo de muita alegria
Pois a sua missão
Era anunciar ao povo
Que Jesus estava vindo
Semear um mundo novo

E para celebrar
Aquele dia especial
O povo da região
Acendeu uma fogueira
E com grande animação
Festejou a noite inteira

E assim como esse povo
Estamos aqui de novo
Reunindo a multidão
Diante da fogueira
Festejando São João
E brincando a noite inteira


Kesia Lima


31 de maio de 2012

Santo Antônio e o milagre da Eucaristia e da Mula


Aproxima-se o dia de Corpus Christi, momento propício para refletirmos sobre a presença de Jesus na Eucaristia. Entre muitos milagres eucarísticos, gostaria de partilhar um que aconteceu com Santo Antônio.

Um dia, frei Antônio encontrava-se em Rímini, cidade da Itália, quando um herege chamado Bonvillo quis desafiá-lo publicamente fazendo troças das palavras do frade sobre a Santíssima Eucaristia, sobre a presença de Jesus na Hóstia Sagrada. (...)

- Ó frade!, gritou a alto e bom som. Eu acreditarei na sua Eucaristia, mas exijo uma prova. (...)

O santo ficou todo ouvido.

- Ó frade Antônio!, gritou Bonvillo. O que lhe proponho é o seguinte: vou deixar minha mula três dias sem comer, sem tomar o seu alimento preferido, o feno do campo. E vós, ó frade Antônio, podeis trazer diante dela o que dizeis ser alimento dos cristãos, Eucaristia, Hóstia Sagrada, na qual, vós dizeis, está presente o Senhor Jesus. Pois bem..., se a minha mula se ajoelhar reverente diante do Senhor Jesus que afirmais estar presente na Hóstia, aí sim, eu acreditarei. (...)

- E digo mais, ó frade Antônio, se a mula se ajoelhar diante daquilo que vós chamais Santíssimo Sacramento, eu também me ajoelharei.(...)

A expectativa era grande. O silêncio era angustiante. De repente...

- Aceito, ó Bonvillo! Aceito o seu desafio se é para o bem de sua alma, se é para o bem do povo de Deus aqui reunido, se é para a glória e honra de Deus.

Era a voz firme e segura de frei Antônio. (...)

Na hora e no dia marcado, a praça estava toda tomada de uma imensa multidão,(...) Frei Antônio, liturgicamente vestido, traz consigo um lindo ostensório em cujo centro brilha a Hóstia Sagrada. Joelhos reverentes se dobram ao passar da procissão. Sobre um altar preparado no centro da praça, frei Antônio coloca o Santíssimo Sacramento e, de joelhos, o adora reverente...

Não demorou muito e lá veio berrando, gritando e empurrando sua pobre mula o fanático Bonvillo.Trazia nas costas um saco cheio de feno cheiroso. Chegando perto do altar espalhou ao lado o feno cheiroso. Frei Antônio, recolhido, permanecia em oração. Quando Bonvillo soltou a mula, já todo sorridente prevendo o desfecho da caminhada do animal faminto, seus olhos não acreditavam no que estavam vendo: a mula não se movia do lado de frei Antônio. Em vão, começou o herege a empurrá-la para o lado da erva fresca e cheirosa. Brandia nos ares o chicote, mas tudo era inútil. Frei Antônio levanta-se, vai ao altar e começa a abençoar a multidão que piedosa, se ajoelha. Naquele mesmo instante, como se estivesse acompanhando o povo cheio de fé, também a mula dobra reverente as duas patas dianteiras enquanto as campainhas sonoras soavam sinais da Benção Eucarística. Cheio de lágrimas, também ele dobrou seus joelhos e exclamou comovido cantando com a multidão:

-Bendito, louvado seja, o Santíssimo Sacramento!

E fez-se cristão. Cristão católico.




Que ao comungarmos o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, tenhamos os nossos corações sempre abertos à ação do Amor de Deus em nós e peçamos a Ele que nos transforme em verdadeiros instrumentos de Sua Paz e sinais do Seu Amor no meio da humanidade!



Você também pode conhecer outros milagres eucarísticos



5 de abril de 2012

Patrona dos que vão receber a Primeira Eucaristia

Hoje, quinta-feira santa, recordamos o dia em que Jesus, demonstrando o imenso amor de Deus por nós, se ofereceu em alimento. Deus tanto nos ama que, além de enviar seu filho para morrer por nós, ainda permitiu que Ele nos alimente com seu próprio corpo e sangue.

Você sabia que existe uma patrona dos que vão receber a Eucaristia pela primeira vez? Não?! Eu também não sabia até visitar o blog da Imaculada e conhecer esta bela história de amor à Santa Eucaristia. Assim como a Imaculada, também me apaixonei por esse testemunho de vida e acredito que é importante transmitir esse amor aos nossos catequizandos, para que eles também sintam-se inspirados e motivados a amar a Deus com a mesma intensidade e alegria.


Imelda Lambertini nasceu na cidade de Bolonha, Itália, no ano de 1322, num ambiente de muita fé e piedade. Desde tenra idade, assimilou com especial afeição a primorosa educação recebida. Seu amor a Deus, sua conduta incomum no dia a dia chamava muito a atenção dos pais. Era de fato, uma menina muito especial. Os jogos infantis não lhe agradavam como a oração. Costumava esconder-se nos locais mas ocultos da casa para aplicar-se a ela. Sua mãe, sempre a encontrava ajoelhada e rezando, quando sentia falta da filha em casa.

Ao completar 9 anos de idade a menina pede insistentemente para ingressar no Convento das Irmãs dominicanas, porém, a Madre superiora de todas as formas tentou persuadi-la a esperar, pois que a idade ainda não permitia que fosse admitida entre as irmãs do convento.

Como a insistência de Imelda tornou-se constante, a Madre, que conhecia seus pais, indagou se não estava feliz por ter pais maravilhosos e boas condições de vida em casa, tendo ela prontamente respondido que estava sim, muito feliz, que amava sua família, mas que as irmãs tinham algo a mais que lhe atraía muito: "Nosso Senhor".

Era a devoção à Santíssima Eucaristia que verdadeiramente lhe encantava e lhe enchia a alma de amor e devoção. Finalmente, a Madre chamou seus pais e lhes pediu permissão para que Imelda fosse admitida, pelo menos à título de experiência, já que o desejo ardente de ingressar no convento era já notório também para seus pais. Apesar de entristecidos, percebiam que Deus reservara algo de extraordinário para a pequena filha. Por isso, acabaram aceitando a proposta da Reverenda e consagraram-na a Deus.

Consumado seu ingresso, tudo lhe era motivo de encanto, os momentos de oração, o hábito das Irmãs, o silêncio. Era muito amada por elas que tentavam privá-la dos serviços e da rigidez da regra, mas nada adiantava, pois queria acompanhar as irmãs em tudo, participando plenamente e auxiliando nos trabalhos monásticos no convento. A Madre pedia que não a acordassem durante as orações noturnas, mas Imelda levantava-se no meio da noite e percorria os grandes salões do convento, caminhando e rezando silenciosamente as matinas.

A visita ao Tabernáculo fazia sua alma transbordar de alegria. Só a pronúncia de qualquer assunto relacionado a Eucaristia, fazia com que seu rosto se transfigurasse instantaneamente.

Ela desejava ardentemente receber a Santa Comunhão. Nessa época, as crianças não podiam receber a Primeira Comunhão com idade inferior a 12 anos. Tal qual sua insistência para ingressar no convento, Imelda pede a graça de receber Jesus, mesmo que não tivesse completado a idade. Pedia isso com fervor tão intenso, que as irmãs comoviam-se pelo desejo que a pequenina nutria em receber o Senhor na Eucaristia. Mas isto ainda não lhe era possível, conforme as normas da Igreja.

Assim, aceitou com resignação os argumentos das Irmãs. Porém, à medida que o tempo passava, crescia mais e mais nela o desejo de receber Jesus Sacramentado. No ano de 1333, tinha ela completado 11 anos de idade quando, depois da Santa Missa, a última freira que saiu da capela observou que a pequena Imelda, como de costume, lá permaneceu sozinha rezando mais um pouco. Só que desta vez, a freira percebeu algo extraordinário:

uma Hóstia flutuava acima dela e lhe projetava uma luz branca. Rapidamente esta irmã chamou as outras monjas e todas prostraram-se diante deste milagre. A Madre, constatando que tratava-se de manifestação real de Deus para que a menina recebesse a Primeira Comunhão, chamou o pároco. Ao chegar com a patena de ouro nas mãos, o padre admirado, dirigiu-se até à Hóstia. Assim que aproximou-se da menina ajoelhada, a Hóstia pousou sobre a patena!. Assim foi-lhe administrada a Primeira Comunhão. Em seguida, vagarosamente Imelda baixou a cabeça em oração.

Imelda permaneceu assim, diante das irmãs por um tempo demasiadamente longo. Isto fez com que a Madre fosse até ela, que a nada respondia. Tentando levantá-la cuidadosamente pelos ombros, a menina caiu em seus braços, trazendo no rosto uma expressão delicada, de inexplicável alegria. Havia partido para o Céu naquele sublime momento. A alegria de receber Nosso Senhor foi demais para o pequeno coração que ardia pela presença real de Cristo na Eucaristia. Certa vez, Imelda já havia dito às Irmãs: "Eu não sei porque as pessoas que recebem Nosso Senhor não morrem de alegria".

A pequena Imelda Lambertini foi beatificada em 1826 pelo Papa Leão XII, e foi proclamada Patrona das Primeiras Comunhões em 1910 pelo Papa São Pio X. Foi neste ano que foi declarado que as crianças menores de 12 anos poderiam receber a Primeira Comunhão.

Até hoje, seu pequeno corpo se encontra intacto, depois de mais de 670 anos, numa redoma de cristal, na Igreja de São Sigismondo, em Bolonha.



31 de janeiro de 2012

São João Bosco

São João Bosco nasceu em Castelnuovo d'Asti no norte de Itália, em 16 de Agosto de 1815. A sua mãe educou-o na fé e na prática coerente da mensagem evangélica. Tinha apenas nove anos quando um sonho lhe fez intuir que deveria dedicar-se à educação da juventude.

Ainda pequeno, começou a entreter os companheiros com jogos que alternava com a oração e a instrução religiosa. Ordenado sacerdote, escolheu como programa de vida, "Dai-me almas e levai o resto", e deu início ao seu apostolado entre os jovens mais pobres e abandonados, fundando o Oratório e pondo-o sob a proteção de S. Francisco de Sales. Daqui o nome de Salesianos. Morreu no dia 31 de Janeiro de 1888. No centenário da sua morte, João Paulo II declarou-o e proclamou-o Pai e Mestre da Juventude, determinando que "ele fosse honrado e invocado com este título, especialmente por quantos se reconhecem como seus filhos espirituais".

S. João Bosco fundou centros juvenis, escolas, dedicou-se à boa imprensa e às missões.

"Basta que sejais jovens para que eu vos ame", costumava dizer. Fundou os salesianos, seus continuadores, nome inspirado em S. Francisco de Sales, homem de grande bondade. Quando morreu, em 1888, a sua presença começou a espalhar-se pelo mundo.

Tudo começou com S. João Bosco que "iniciou na Igreja uma experiência evangélica original por iniciativa de Deus e com a intervenção materna de Nossa Senhora Auxiliadora.

O Espírito deu-lhe um coração grande como as areias do mar e tornou-o pai e mestre de uma multidão de jovens e fundador de uma família espiritual".

Tomou com firmeza três propósitos:
"Ocupar rigorosamente o tempo. Sofrer, fazer, humilhar-se em tudo, sempre que se tratar de salvar almas. A caridade e a doçura de São Francisco de Sales me guiará em tudo."

De fato, na sua correspondência pode ler-se: "Estamos a dar andamento a uma série de projetos que diante do mundo parecem fábulas ou coisas impossíveis; mas, assim que começam, Deus os abençoa e tudo vai de vento em popa. Isso é motivo para rezar, agradecer, esperar e vigiar."

12 de dezembro de 2011

Nossa Senhora de Guadalupe

Hoje a igreja celebra o dia de Nossa Senhora de Guadalupe.

Veja o que a ciência tem descoberto no manto da Virgem de Guadalupe:

1. Estudos oftalmológicos nos olhos de Maria, têm sido realizados. Com as luzes de aproximação, a retina se encolhe e, retirando a luz, volta a se dilatar, exatamente como em um olho vivo.

2. A temperatura da fibra de agave (material utilizado) mantém uma temperatura constante de 36,6 graus, o mesmo que o corpo de uma pessoa viva.

3. Um dos médicos que examinaram a tela colocou o estetoscópio na fita que Maria tem (um sinal de que ela está grávida) e ouviu repetidas batidas rítmicas a 115 batimentos por minuto, como um bebê no útero.

4. Não foi descoberto nenhum vestígio de pintura sobre a tela. Na verdade, a uma distância de 10 cm a partir da imagem, você verá apenas a agave (matéria prima): as cores desaparecem. Estudos científicos não conseguem descobrir a origem da imagem formada pelas cores, ou como foi pintado. Não há traços detectáveis de pinceladas ou técnica de pintura conhecida. Os cientistas da NASA disseram que o material não provém de nenhum dos elementos conhecidos na Terra.

5. Passando-se um feixe de laser na lateral do tecido, ele detecta que a coloração não é a mesma em qualquer parte da frente ou de trás, mas as cores flutuam a uma distância una à três décimos de milímetro sobre o tecido, sem tocá-lo. As cores flutuam no ar acima da superfície da tela.
Você está surpreso(a)? Então surpreenda-se um pouco mais com estas outras conclusões:

6. A fibra do tecido onde está a imagem não poderia durar mais de 20 ou 30 anos. Séculos atrás, foi pintada uma réplica da imagem em um tecido de fibra de agave semelhante, e se desintegrou após várias décadas. Enquanto isso, quase 500 anos após o milagre, a imagem de Maria é tão forte como no primeiro dia. A ciência não consegue explicar a origem da incorruptibilidade do tecido.

7. Em 1791, acidentalmente foi despejado ácido muriático no lado superior direito da tela. Em um intervalo de 30 dias, sem tratamento algum, foi milagrosamente reconstituído o tecido danificado.

8. As estrelas visíveis no Manto de Maria refletem a exata configuração e localização que o céu do México apresentou no dia em que aconteceu o milagre.

9. No início do século XX, um homem escondeu uma bomba de alto poder destrutivo entre arranjos florais, que colocou ao pé da tela. A explosão destruiu tudo à sua volta, exceto a tela, que permaneceu em perfeito estado.

10. A ciência descobriu que os olhos de Maria tem três efeitos de refração da imagem, semelhante ao olho humano.

11. Nos olhos de Maria (de apenas 7 e 8 mm) foram detectadas pequenas imagens humanas, que nenhum artista poderia pintar. Há duas cenas e duas são repetidas em ambos os olhos. A imagem do bispo Zumárraga nos olhos de Maria, foi alargado com a tecnologia digital, revelando que nos seus olhos está retratada a imagem do índio Juan Diego, abrindo a tela em frente ao Bispo.

O tamanho desta imagem? Um quarto de um milionésimo de milímetro. É evidente que todos estes acontecimentos inexplicáveis foram dados por uma razão: Eles queriam chamar nossa atenção.
Chamou a sua?

Finalmente, considere três fatos:

1. "Guadalupe", na língua indígena, significa "esmagar a cabeça da serpente".
Gênesis 3:15 “E porei inimizade entre ti (serpente) e a mulher, e esta te ferirá a cabeça...”

2. A imagem é uma pintura, como os detalhes de Apocalipse 12, “E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça... E estava grávida..."

3. A Virgem está grávida e tem uma fita no ventre, para indicar que Deus quer que Jesus nasça na América, no coração de todos os americanos.

Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

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